Especialistas em segurança da informação chegaram a uma conclusão preocupante: quase nenhum internauta tem noção do que a Rede sabe dele. Do “geek” que não passa cinco minutos sem acessar redes sociais até aquele que tem medo de digitar qualquer senha nos navegadores, todos deixam algum tipo de rastro na Internet — as chamadas “pegadas digitais”. Se você acessa a web, então, talvez seja a hora de começar se preocupar com sua privacidade virtual.

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Alertada sobre esse problema, a revista americana ‘Newsweek’, uma das mais importantes do mundo, publicou uma lista de dicas para proteger a privacidade e evitar que dados sobre usuários sejam manipulados, vendidos e até replicados para a criação de identidades virtuais falsas. A relação foi divulgada depois de a revista fazer uma experiência com uma de suas repórteres, Jessica Bennet, que consultou três engenheiros ligados a Reputation Defender, empresa americana especializada em segurança na Internet. Com acesso a bases de dados de redes sociais como ‘Facebook’ e ‘LinkedIn’, eles conseguiram informações assustadoras da jornalista.

Em meia hora, o trio já tinha levantado o número do Seguro Social — necessário para documentos importantes nos EUA. Em duas horas, sabiam onde a repórter vivia, seu tipo sanguíneo, cidade de origem e status de saúde. “Isso é assustador, mas é ainda mais assustador pensar que companhias de cartões de crédito e agregadores de informação já estão vendendo este tipo de dados, por centavos, para anunciantes todos os dias. Esse é o tipo de dado que está sendo espalhado quando você baixa aplicativos de terceiros para Facebook”, escreveu Jessica, sugerindo que se evite o download desses programas.

Segundo a revista, é preciso ter cuidado até com aplicativos de celular conectados a serviços de geolocalização. Seja como for, é melhor pensar duas vezes antes de se expor na Rede: “A maioria das pessoas acha que, quando está on- line, está anônima. A verdade é que todo movimento que se faz está sendo coletado para uma base de dados”, definiu o escritor especializado em tecnologia Nicholas Carr.

Os americanos já contam com vários serviços que os ajudam a controlar o excesso de informação que deixam na Rede, administrar sua privacidade on-line e evitar que dados sejam repassados. Um dos mais famosos é o próprio Reputation Defender, que tem serviços pagos e gratuitos.
Mas qualquer internauta pode fazer muito para se proteger sem gastar um tostão. Uma dica é não ser desleixado em relação à manutenção do próprio computador. Manter anti-vírus atualizados e passá-los periodicamente, além de saber o que está na sua máquina e tomar cuidado com o que baixar nunca é demais. Evitar cadastros em lugares não-confiáveis e optar por não ter seus dados compartilhados também.

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